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Arte provocativa

18/05/2010

Nos arredores do Vaticano e nos pouquíssimos países verdadeiramente católicos – ainda não sei se o Brasil o é, desconfio que existem no máximo 4 católicos de verdade aqui – a figura acima tem sido rechaçada por sua “ousadia desmedida” em desconstruir uma imagem de grande poder simbólico para os cristãos. Trata-se de um ensaio estampado pela revista Mag! e assinado por Zee Nunes e Andre Katopodis.

O fato reforça o poder da arte quando provocativa. É como se o artista, ao tocar em tabus ou lidar com a censura, tivesse seu potencial criativo aumentado. São tipos de obras que podem ficar para a história tanto por sua beleza, quanto pela polêmica que causaram. Quem não lembra do carro Holocausto, do criativo Paulo Barros (um peixe fora d’água em meio aos outros carnavalescos), que foi censurado no Carnaval de 2008?  Além, é claro, do óbvio exemplo das canções brasileiras surgidas na época da ditadura.Sim, existem aquelas que só provocam, mas mesmo essas já me conquistam, já arrancam de mim aquele sorriso de boca fechada.

E dei vários sorrisos maiores quando acordei hoje e vi as imagens abaixo, do americano J. Scott Campbell. A coleção se chama Fairytales Fantasies.

Bela Adormecida

Alice

Bela

Branca de Neve

Cinderela

Sininho

Madrasta da Branca de Neve

Pequena Sereia

É apelativo? Distorce personagens da Disney? Sim. E é por isso que é genial. Acho até uma ideia  tardia. Afinal, quem nunca pensou a respeito do potencial sexual das princesas da Disney?  Sobre os desenhos acima, não consigo escolher o meu favorito. Só me decepcionei com a Alice, esperava mais.

Coisa pra gente alta

24/04/2010

Rebaterei todos os argumentos sobre vantagens contra os baixinhos, mas não me venha com o sobretudo.

Se tem uma coisa que me irrita é a mania politicamente correta de pregar a igualdade de condições entre todos  e em todos os âmbitos. Claro, um mundo onde todos pudessem tudo seria ótimo, mas totalmente imagético. Vejam, não estou desprezando o famoso lema da Xuxa (“Nunca desista de seus sonhos”), apesar de achar que o “você também pode”, muitas vezes, deixa de ser um incentivo construtivo e passa a ser mentira. Isso porque as pessoas não são iguais: algumas são mais bonitas, outras tem maior habilidade com o pé direito, outras são mais altas. Algumas condições são difíceis de serem transformadas, talvez por serem intrínsecas ao ser humano ou por exigirem muito mais talento natural do que prática determinada.

O problema surge quando almejamos algo que, direta ou indiretamente, depende de tais condições e não as possuímos. O resultado certamente será uma frustração. Cabe a nós lidarmos com ela da melhor forma possível. Uma boa alternativa, ao meu ver, é expor o trauma, falar sobre ele, brincar ou até transformá-lo em um singelo post deste blog.

Pois bem, sou uma pessoa de baixa estatura. De verdade, nunca quis ser alto. Tenho muito orgulho dos meus 1metro e 66 centímetros e, geralmente, sou enfático ao defender a categoria dos baixinhos, da qual fazem parte personalidades como Chaplin, Napoleão, Churchill, Elton John, Lionel Messi e até sex symbols como Tom Cruise e Gael Garcia Bernal. Mas tenho(temos?) um calcanhar de aquiles: o sobretudo.

O ator Louis Garrel, no filme "Canções de Amor"

Sim, rebaterei todos os seus argumentos sobre vantagens contra os baixinhos, mas não me venha com o sobretudo. Não, nem sobretudos nem casacões, daqueles que vão até os joelhos. Covardia! Se tenho uma frustração ligada a minha altura é essa: não ter centímetros o suficiente para ficar bem naqueles sobretudos pretos, ícones daquela elegância européia, traje típico de altas altitudes e clima frio. O sobretudo é peça básica para aqueles que, dotados de boa estatura, querem apresentar finura, classe.

Eu até poderia usar um sobretudo, mas muito provavelmente ficaria parecido com Gimli, o anão de O Senhor dos Anéis. Já quem é mais esticado pode usufruir da imponência dessa peça e caminhar naquele andar rápido, com aquele ar posudo, atravessando alguma ponte da europa. Abotoado, carrega maior sobriedade e intimida. Desabotoado, proporciona estilo e apresenta pequenos balançares, de acordo com o vento. De qualquer forma, o sobretudo parece impor respeito, certa veneração e não deixa de ser uma peça muito sensual.

É incrível, todos os tipos de sobretudo me conquistam. Pode ser desde o sobretudo Drácula – de formas rígidas triangulares e uma longa “cauda” – até o sobretudo de Severo Snape ou outros professores de Hogwarts – que se limita a um longo tecido, sem muitos detalhes, que cobre quase o corpo todo. Para os mais altos, meu conselho é de que usem e abusem. Longe de mim, é claro. Para nós, nanicos, quem sabe em uma outra encarnação…  Enquanto isso, ainda nos resta olhar.

Gary Oldman, em "Drácula": estilo

Alan Rickman, o Snape, de "Harry Potter": poder

Gimli, ainda bem que ele tem o machado

Sobretudo, uma peça que nunca sai de moda

Chris Sarandon, o vampiro de "A Hora do Espanto": sobretudo na veia.

Dá pra resistir?


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