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Exercício de Diálogo Naturalista – II

26/04/2010

FOFO?

Cara 1: – Acho que to avançando, cara!

Cara 2: – Por quê? Que que rolou?

Cara 1: – Então… fui comprar o livro com ela, ajudei ela a carregar as sacolas e depois levei ela até a estação.

Cara 2: – Ah, legal, foi gentil.

Cara 1: – Sim, ela falou que eu sou fofo.

(breve silêncio)

Cara 2: – Peraí, como é que é?

Cara 1: – O que?

Cara 2: – Você disse “fofo”?

Cara 1: – É, por que?

Cara 2: – Fudeu, cara, já era essa mina aí.

Cara 1: – Oh loco, que foi, cara?

Cara 2: – Ela te chamou de “fofo”, isso não é nada bom.

Cara 1: – Ué, por que não?

Cara 2: – “Fofo” é elogio pra melhor amigo, pra amigo gay, não pra cara que tá afim.

Cara 1: – Não entendi!

Cara 2: – Pensa comigo. Quem é “fofo” para uma mina?

Cara 1: – Ué, acho que…

Cara 2: – O ursinho dela, os avós, talvez o pai, o primo bebê ou qualquer outra criança da família.

Cara 1: – Ah, que ridículo!

Cara 2: – Velho, a mina tem que sentir tesão, tem que querer você. “Fofo” e “fofinho” é coisa de viado.

Cara 1: – Mano, para com isso…     não entendi essa coisa do ursinho. As minas não abraçam o ursinho?

Cara 2: – Sim, quando estão com medo de filme de terror, quando vão dormir etc.

Cara 1: – Então!

Cara 2: – É que você é muito romântico. Tá desprezando o fator sexual, que é essencial. A mina tem que se sentir atraída. Se você acha que uma mina tem sonhos eróticos com o ursinho, fique contente por ter sido chamado de “fofo”.

(breve silêncio)

Cara 1: -Tá, já era então neh.

Cara 2: -Não! Olha, você tem que mostrar pra ela que você tá afim, tem que mostrar que tem pegada, que é homem de verdade.

Cara 1: -Tá, mas pra ela eu sou fofo que nem um ursinho.

Cara 2: -Vamos mudar isso aí! Pelo menos ela não apertou a sua bochecha neh.

(silêncio revelador)

Cara 2: – Ai, droga. Parte pra outra vai!



E dá-lhe ursão!


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