GLEE

Glee,Glee e mais Glee. É um dos meus vícios atuais entre as séries americanas. Resisti muito, ignorei indicações de amigos e os paparicos da crítica, pois julgava (com aquele típico preconceito odioso) algo que daria enjôo de tão caricaturizado que devia ser, além de condenar o que eu achava um estelionato televisivo, um plano podre de embarcar no sucesso de High School Musical.

Mas, se foi na onda do musical da Disney ou não, Glee é muito diferente – e muito melhor. As temáticas são comuns: a escola americana, o bullying, o casalzinho popular, o professor mau, o atleta pop que está dividido entre ser quem ele quer ou quem os outros querem, as minorias estão ali representadas etc. No entanto, a maneira de tratar os estereótipos é o que faz de Glee uma série criativa e muito divertida.

Para ficar com um exemplo: em High School Musical, Troy Bolton (o jogador de basquete pop) é líder do time da escola, que ganha tudo e é treinado pelo pai de Troy, um típico paizão americano que tem orgulho do filho se dar bem nos esportes. Em Glee, o time de futebol americano, liderado por Finn (o quarterback), é um verdadeiro fracasso e seu treinador usa um short ridículo de tão curto.

O professor/coordenador do Glee Will Schuester

Sim, os clichês estão lá, mas é como se imperasse um ímpeto muito mais satírico na maneira de usá-los. High School Musical leva os estereótipos a sério e com eles faz um conto de fadas enjoado, batido e americanófilo. Glee não, Glee estraçalha os estereótipos. Até faz o conto de fadas, mas é um conto de fadas farsesco, cheio de sarro, assumidamente exagerado e com caricaturas que nos divertem.

Fora isso, não me lembro de uma série americana em forma de musical antes. Mesmo com a força da Broadway e a tradição artística do teatro americano – “ator bom tem que ser completo: atuar, cantar e dançar” – não se tem visto musicais em meio às séries e seriados estadunidenses.

Glee traz, então, esse formato, com vários números musicais por episódio. Para tal, aproveita-se de ótimos atores/cantores. Destaco a atriz Lea Michele, que veio da Broadway para fazer a personagem principal Rachel, e a ótima Jane Lynch, que incorpora a vilã Sue Silvester.

As músicas, em sua maioria sucessos de artistas consagrados, se apresentam em novas versões. Os arranjos para várias vozes compõem a cara de Glee.

Rachel

Diversão. Diversão pura. Entretenimento do melhor!

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4 Comentários em “GLEE”

  1. Gabriel R.M. Says:

    Eu não conheço essa série ainda; mas, com o sr. e minha namorada dizendo que é bom, divertido e vale à pena, imagino que esteja na hora de conhecê-lo – ainda mais eu que sou viciado em baixar rmvbs norte-americanos.

  2. Amanda Says:

    Claro. Afinal, quem disse que comer pipoca não é bom?

  3. Edu Says:

    Ah, é legal, mas é tão americano…

  4. Gabriel Says:

    Nossa mesmo pensamento de início, lembrando da raiva que eu sentia ao ouvir as meninas da minha sala cantando high school musical eu nem cogitei ver Glee no início. E o que realmente a maneira que usam os cliches que o deixa genial, o popular burro que nunca fez sexo e acha que engravidou uma menina, a menina santinha que traiu o namorado, a principal feia … Além das histórias muito boas é embalado por músicas muito boas. Muito bem colocado o post!


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